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NADA DE NOVO
“… eu lhe peço que nos amemos uns aos outros. Não lhe dou um mandamento novo…” (2 João 5).
“Que nos amemos uns aos outros” – este é o tema da Segunda Carta de João. Até aí, nada de novo! É isso que se espera dos cristãos desde o princípio e é o tema de toda a Sagrada Escritura.
Um pastor recém-formado chegou para trabalhar na sua primeira Congregação. Foi recebido com entusiasmo e muita alegria e logo soube das expectativas que todos tinham a respeito do seu trabalho. No primeiro culto, a igreja estava lotada. Todos queriam ouvir o novo pastor. A sua pregação foi boa e muito bem recebida por todos. Com o passar do tempo, no entanto, o número de pessoas no culto foi diminuindo, e o motivo era evidente: a pregação era sempre a mesma. Mudavam as orações, os hinos, as cores litúrgicas. Não mudava, porém, o sermão. A maioria dos fiéis frequentadores dos cultos já sabia quase de cor o sermão do pastor.
Quando já não aguentavam mais, decidiram chamar o Pastor Presidente da Igreja para que interferisse e tomasse uma atitude. O Pastor Presidente ouviu a pregação de sempre. Ao final, perguntou se o jovem pregador não sabia falar sobre outra coisa. “Sei, sim”, respondeu ele, “mas enquanto a comunidade não colocar em prática o que achou tão bonito no meu primeiro sermão, que, agora, já sabe de cor, eu vou continuar pregando a mesma coisa”.
Assim é a Palavra de Deus. Ela insiste para que ouçamos e entendamos o seu desafio. Nisso, não há nada de novo. A novidade consiste em que pratiquemos o amor que Deus tem por nós, “que amemos uns aos outros”.
Oremos: Bondoso Deus, conhecemos o teu amor por nós. Isso não é nenhuma novidade. Pedimos-te: ajuda-nos a colocarmos em prática o amor ao próximo, a fim de que isso faça a diferença na nossa vida e no mundo. Por Jesus Cristo. Amém.
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